Saiba mais sobre a estrutura do sistema colonial
Professor de história do COC explica o contexto mercantilista europeu.
Escravidão africana garantiu o envio de riquezas para a metrópole.
Para entender o processo de colonização do Brasil é importante conhecer o contexto mercantilista europeu naquele momento. Na Idade Moderna, a Europa vivia sob o regime de estados absolutistas, que, para sustentar privilégios da aristocracia, dependia das colônias.
Numa aula em vídeo, Marcus Bianco, professor de história da unidade Paraíso do cursinho COC, em São Paulo, explica como estava estruturado o sistema colonial (confira o vídeo).
“O açúcar produzido pelos senhores de engenho no Brasil era vendido para a metrópole, fazendo com que as moedas de ouro ficassem na colônia. No entanto, é a colônia quem deve fornecer riqueza para a metrópole e não o contrário”, afirma.
O professor diz ainda que, para levar essa riqueza de volta para a Europa, o caminho mais viável foi a proibição da escravidão indígena e a introdução da escravidão africana nas regiões produtoras de açúcar.
“As moedas de ouro que vieram para o Brasil no momento da compra do açúcar acabavam agora nas mãos do traficante de escravos, que levava esse ouro de volta para Portugal. Não existiu tráfico negreiro para sustentar a escravidão, e sim a escravidão africana para sustentar o tráfico negreiro, que virou uma nova fonte de desvios de recursos e riquezas para a metrópole.”
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