Entenda o processo de descolonização da África e da Ásia
Professor de história cita os exemplos do Vietnã e da Índia.
Na África do Sul, direitos iguais vieram muito após a independência.
Assuntos relacionados à África e à Ásia têm aparecido bastante nos vestibulares dos últimos anos, segundo o professor de história do Sistema Elite de Ensino, no Rio de Janeiro, Jefferson Santos.
Numa aula em vídeo, ele explica como se deu a descolonização da África e da Ásia.
"A descolonização é o movimento de independência, contrário à dominação imperialista", diz. Segundo ele, para entender bem esse processo, é preciso levar em conta a Guerra Fria.
“Afinal de contas, a Guerra Fria promove o enfraquecimento militar e econômico da Europa, facilitando as lutas de independência na África e na Ásia. Também é importante levar em consideração a ONU (Organização das Nações Unidas), que defendia a autodeterminação dos povos, sensibilizada pela morte de judeus no Holocausto durante a Segunda Guerra Mundial”, explica.
O professor afirma que, por conta da Segunda Guerra Mundial, houve a difusão da ideia de liberdade, após a derrota das potências do Eixo, também foi importante para o movimento de descolonização.
“A Guerra Fria também é importante nesse processo porque os Estados Unidos e a União Soviética, ao disputarem áreas de influência, apoiavam os movimentos de descolonização na África quanto na Ásia.”
Santos cita ainda como exemplo o caso do Vietnã, que se tornou independente da França em 1954. No mesmo ano, a Conferência de Genebra decidiu pela divisão do Vietnã em duas partes: Vietnã do Norte, comunista, e Vietnã do Sul, capitalista. No entanto, posteriormente, o Vietnã do Norte invadiu o do Sul, ocasionando na Guerra do Vietnã.
Outro caso importante é o da África do Sul, que conseguiu a sua independência em 1961, mas isso não significou a igualdade de direitos. “Mesmo após a independência, estruturas jurídicas e políticas, como o apartheid, segregavam a maior parte da população, que era negra, restringindo direitos como ter propriedade da terra. Foi só na década de 90, depois de muita luta do líder negro Nelson Mandela e de uma grande mobilização internacional, que o apartheid foi extinto.
Para concluir, o professor cita a atuação de Mahatma Gandhi, que liderou a descolonização da Índia em 1947. “Mais pacífica, a ação dele era caracterizada pela desobediência civil, com greves e boicotes a produtos vendidos pelos ingleses.”
Na África do Sul, direitos iguais vieram muito após a independência.
Numa aula em vídeo, ele explica como se deu a descolonização da África e da Ásia.
"A descolonização é o movimento de independência, contrário à dominação imperialista", diz. Segundo ele, para entender bem esse processo, é preciso levar em conta a Guerra Fria.
“Afinal de contas, a Guerra Fria promove o enfraquecimento militar e econômico da Europa, facilitando as lutas de independência na África e na Ásia. Também é importante levar em consideração a ONU (Organização das Nações Unidas), que defendia a autodeterminação dos povos, sensibilizada pela morte de judeus no Holocausto durante a Segunda Guerra Mundial”, explica.
O professor afirma que, por conta da Segunda Guerra Mundial, houve a difusão da ideia de liberdade, após a derrota das potências do Eixo, também foi importante para o movimento de descolonização.
“A Guerra Fria também é importante nesse processo porque os Estados Unidos e a União Soviética, ao disputarem áreas de influência, apoiavam os movimentos de descolonização na África quanto na Ásia.”
Santos cita ainda como exemplo o caso do Vietnã, que se tornou independente da França em 1954. No mesmo ano, a Conferência de Genebra decidiu pela divisão do Vietnã em duas partes: Vietnã do Norte, comunista, e Vietnã do Sul, capitalista. No entanto, posteriormente, o Vietnã do Norte invadiu o do Sul, ocasionando na Guerra do Vietnã.
Outro caso importante é o da África do Sul, que conseguiu a sua independência em 1961, mas isso não significou a igualdade de direitos. “Mesmo após a independência, estruturas jurídicas e políticas, como o apartheid, segregavam a maior parte da população, que era negra, restringindo direitos como ter propriedade da terra. Foi só na década de 90, depois de muita luta do líder negro Nelson Mandela e de uma grande mobilização internacional, que o apartheid foi extinto.
Para concluir, o professor cita a atuação de Mahatma Gandhi, que liderou a descolonização da Índia em 1947. “Mais pacífica, a ação dele era caracterizada pela desobediência civil, com greves e boicotes a produtos vendidos pelos ingleses.”
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